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Se você possui o BMG Card, fique atento, pois provavelmente você não sabe como ele funciona, muito menos quanto está pagando.

 

Imagine que você pegou um empréstimo junto a uma instituição financeira, com descontos em folha de pagamento e, após anos pagando a dívida resolve perguntar ao banco quanto ainda deve e é surpreendido com a informação de que sua dívida hoje é ainda maior do que era no momento da contratação.

 

Parece absurdo, mas é o que está acontecendo com milhares de servidores públicos municipais, estaduais e federais, que, após anos pagando o tal empréstimo descobrem que na verdade o "contrato" celebrado não se trata de um empréstimo consignado comum, mas sim de um empréstimo consignado, cujo pagamento mínimo da "fatura" é descontado em folha de pagamento (as palavras contrato e fatura estão entre aspas porque na maioria das vezes o servidor não recebe nenhum dos dois).

 

Isso está acontecendo porque no momento da contratação, o banco, em momento algum menciona se tratar de um cartão de crédito, mas sim de um empréstimo consignado comum, que teria um término definido desde o momento da contratação, o que não é verdade, tal prática representa uma afronta ao direito de informação amplamente defendido pelo Código de Defesa do Consumidor.

 

Há consumidores que sequer assinam contrato ou recebem o referido cartão de crédito, outros recebem o cartão, mas não as faturas, há ainda casos raros onde os consumidores recebem um contrato confuso, que não esclarece se o mesmo se trata de um contrato de empréstimo consignado comum ou empréstimo em cartão de crédito com pagamento somente do mínimo em folha de pagamento, embora alguns recebam faturas por vezes.

 

Para os consumidores que se sentirem enganados pelo banco, o ideal é que verifique seu saldo devedor do empréstimo e se há uma data prevista para quitação do mesmo, e se com este procedimento você perceber que foi enganado, procure um advogado para lhe orientar qual o melhor caminho a percorrer, uma vez que no direito, este problema é chamado de vício de consentimento, ou seja, o consumidor acha que está fechando um tipo de contrato, mas na verdade fechou outro.

 

Por haver uma falha informativa nas vendas desses serviços, o judiciário está condenando cada vez mais os bancos que estão omitindo informações no momento da contratação, determinando inclusive devolução de valores já pagos e ainda, em alguns casos condenando o banco a indenizar o consumidor servidor público por danos morais, portanto, se você caiu nesta armadilha ou conheça alguém que tenha caído, procure seus direitos!

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