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Hospital é condenado por erro grave que deixou paciente em estado vegetativo.


O hospital Santa Helena de Brasília foi condenado a indenizar um paciente em R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) porque uma enfermeira do hospital ministrou um soro diferente do que havia sido receitado pelo médico. Além de que o soro aplicado estava vencido há meses.

O paciente deu entrada no hospital por ser portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que acarreta em paralisia motora progressiva, irreversível, ou seja, uma das doenças mais temidas conhecida pelo homem.

O paciente passou por uma cirurgia para implementação de uma sonda estomacal, o médico responsável prescreveu a aplicação de soro fisiológico FS 0,9%, mas a técnica responsável aplicou soro glicosado 50%, que, segundo os autores, após a confirmação do erro, ao invés de comunicar o ocorrido, a enfermeira resolveu aplicar outra bolsa de soro glocosado, prejudicando ainda mais o estado de saúde do paciente.

Um dia após a cirurgia, o paciente começou a apresentar convulsões e parou de responder a estímulos, e entrou em estado de coma hiperglicêmico, que causou hemorragia cerebral, tedo que permanecer internado na UTI por 30 dias, o levando a ficar em estado vegetativo.

Exames posteriores realizados pelo médico confirmaram que o paciente sofreu hiperglicemia grave, decorrente do erro de ministração do soro errado, que ainda estaria vencido há 39 dias.

Segundo o juiz do caso, uma vez que o paciente não teria ingerido qualquer tipo de alimento, nem via oral, muito menos pela sonda (uma vez que o paciente estava em jejum), a hiperglicemia só poderia ter sido causada pelo ar, ou pelo soro. Sendo impossível haver a ingestão de glicose pelo ar, concluiu o mesmo que esta foi injetada no organismo do paciente via soro.

O paciente veio a falecer no curso do processo, o que fez com que seus pais passassem a ser os titulares da ação, inclusive fazendo jus os mesmos a receberem uma indenização de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) cada, além daquela indenização de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) pelo erro médico cometido pelo hospital.

Com o caos na saúde nacional e os baixos salários pagos aos trabalhadores da área, estes têm que trabalhar cada vez mais para conseguir ter uma vida digna, e com essa sobrecarga de trabalho está cada vez mais comum o cometimento de erros médicos, que apesar do nome, não são erros cometidos por médicos, mas sim por qualquer pessoa da área da saúde que contribua para o cometimento do dano do paciente.

Nesses casos há a incidência do Código de Defesa do Consumidor, uma vez que o paciente é o destinatério final do servió de saúde.
Processo TJ/DF n. 0055189-71.2012.8.07.0001

 

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